A nobre coxinha

Ela está em todas as padarias, botecos e lanchonetes. A coxinha é a rainha absoluta das festinhas. E, segundo a lenda, o quitute surgiu mesmo na cozinha imperial. No livro Histórias e Receitas, a autora Nadir Cavazin garante que a receita foi inventada em Limeira, no interior de São Paulo, mais precisamente na Fazenda Morro Azul. Ali morava o filho da Princesa Isabel e Conde D’Eu, criado isolado da corte por ser considerado deficiente mental.

O prato preferido do menino era coxa de galinha. Certa vez, a cozinheira percebendo que não havia número suficiente de frangos para o abate, resolveu transformar a galinha inteira em coxas, daí o formato. O sucesso foi tanto que a Imperatriz Tereza Cristina experimentou o tal invento durante uma visita à fazenda em outubro de 1886. Ela também adorou e exigiu que a receita fosse passada ao mestre da cozinha imperial. Assim, a coxinha teve seu tempo de nobreza e era servida nos salões mais fidalgos do país.

Há ainda outras histórias. Uma delas conta que o salgado foi inventado pelos escravos que, na falta de alimentos, juntavam as partes de animais dispensadas pelos senhores, retiravam os ossos e os envolviam com uma massa de mandioca. Dizem ainda que a coxinha nada mais é do que uma derivação dos croquetes europeus. No entanto, o que podemos afirmar é que a coxinha de catupiry nasceu em território brasileiro, ou melhor, em solo belo-horizontino. Pelo menos é o que garante a quituteira Thereza Cristina Pinto Coelho Martins de Oliveira, da Doce Docê (localizada em Belo Horizonte). A lanchonete, que funcionava na Savassi, vivia cheia. Além dos mineiros, paulistas e cariocas ficavam deslumbrados com o salgado de frango recheado de requeijão cremoso. Uma novidade nos anos 70.

Fonte: http://vejabh.abril.com.br/blog/moca-de-padaria/tag/coxinha

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